Instituto Ayó
Plateia cheia no auditório durante a cerimônia de entrega dos certificados do Instituto Ayó
Impacto

Impacto que vai além dos números.

Cada certificado entregue representa pertencimento, autonomia e dignidade. Mas os números também contam uma história, então eles estão aqui.

0pessoas formadasdesde 2021
0cursos gratuitosem quatro eixos de formação
0editais públicosSMC nº 03/2023 e SMC nº 10/2024
0territóriosProvidência, Gamboa, Rocinha e Tijuca
O território

Os números que explicam por que a casa existe

01

A primeira favela do Brasil

O Morro da Providência é habitado desde a década de 1890 e carrega as marcas históricas dessa precedência, com acesso limitado a serviço e infraestrutura básica.

02

32,8% de analfabetismo funcional

Pesquisa registrou média de 5,8 anos de estudo entre a população adulta da Providência e a pior taxa de analfabetismo funcional entre nove favelas estudadas.

03

Mais da metade sem segurança alimentar

Dados do Programa Territórios Sociais, da Prefeitura do Rio com a UNESCO, apontam que mais da metade das famílias do Morro vive em insegurança alimentar e sem acesso a filtro de água.

04

Por isso a formação não vem sozinha

É o que sustenta a Metodologia Odara. Sem acolhimento, sem leitura da situação familiar e sem ponte para o mercado, o curso técnico não muda a vida de ninguém.

Acolhimento

Mulheres migrantes na Pequena África

O Instituto Ayó é parceiro do CRAI, o Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes, que fica na Gamboa. Nas formações gratuitas acolhemos mulheres migrantes em situação de vulnerabilidade e transformamos esse acolhimento em renda e autonomia.

Hoje são alunas as chilenas Noelia Alejandra Riffo Contreras e Martha Quispe Condori, e já há venezuelanas refugiadas inscritas para a próxima turma.

Mulheres reunidas à mesa durante oficina do Instituto Ayó, com uma instrutora em pé acompanhando o trabalho Com o CRAI
As turmas gratuitas recebem mulheres migrantes encaminhadas pelo CRAI, na Gamboa.
Turma numerosa da oficina de crochê da Rocinha reunida em volta das mesas da sala Rocinha
Oficina de crochê na Rocinha, abril de 2026.
Fora do morro

A metodologia atravessou a cidade

Em 2026 o Instituto começou a levar a formação para fora do território de origem. A turma de crochê da Rocinha e a turma de ritmos da Tijuca são as primeiras provas de que o modelo funciona em outro lugar.

É o que a Metodologia Odara prevê desde o desenho. Ela foi escrita para ser replicável e adaptável a outros territórios, mantendo o compromisso com a redução das desigualdades.

Ver como a metodologia funciona
Articulações

Onde o recurso e a parceria entram

01

Editais de cultura

Edital SMC nº 03/2023, Ações Locais, edição Paulo Gustavo, e Edital SMC nº 10/2024. Projetos aprovados com apoio da Prefeitura do Rio, do Ministério da Cultura e do G20.

02

Instituições públicas

Prefeitura do Rio, Secretaria Municipal de Cultura, CCPAR e MUHCAB, em projetos de cultura, mulher e patrimônio afro-brasileiro. A CCPAR sustentou o salto de escala de 2023.

03

Mercado e universidade

Com o Grupo L'Oréal veio o Projeto Niely Gold, que levou moradoras do Morro da Providência para a campanha da marca. Com a PUC-Rio veio a pesquisa sobre pessoas em situação análoga à escravidão no Morro.

04

Rede social e empreendedora

Sebrae RJ, Associação Prover, Gerando Falcões, CEAM, NEAP Chiquinha Gonzaga, Casa Amarela Providência e a ONG Sim, Eu Sou do Meio. A Secretaria Especial de Políticas e Promoção da Mulher mantém a Sala da Mulher Cidadã no mesmo endereço da sede.

Cada certificado entregue representa muito mais do que a conclusão de um curso. Representa pertencimento, autonomia, dignidade. Quando uma mulher transforma a própria história, ela também transforma a família, o território e as próximas gerações.

Instituto Ayó